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Quais os ingredientes a evitar nos Cosméticos?

Quais os ingredientes a evitar nos Cosméticos?

Antes de qualquer coisa, é apropriado clarificar o significado de "produto cosmético", assim entende-se por cosmético uma substância destinada a estar em contacto superficial e externo em qualquer parte do corpo humano, incluindo: epiderme, cabelos, unhas, lábios, boca, pestanas, genitais externos e zona das axilas, com diferentes finalidades que podem ser de limpeza, higiene, protecção, alterar ou acrescentar odores e colorir  (segundo fonte original na legislação francesa).


Desde 1998 que todos os fabricantes de cosméticos europeus são obrigados a seguir a Nomenclatura Internacional de Ingredientes Cosméticos (INCI),  que obriga a especificar na embalagem dos seus produtos, a lista de ingredientes que o compõe (pela nomenclatura comum) e em ordem descente por quantidades, ou seja os ingredientes em maior quantidade serão listados primeiro.
Os ingredientes  "naturais" (isto é, produzidos a partir de origens vegetais) são mencionados em latim e inglês, o nome latino da planta é seguido do nome em inglês, permitindo conhecer o nome do ingrediente ou substância de forma universal.

O risco silencioso...

Todos os dias, todos nós: Mulheres, Homens, Crianças e Bebés utilizamos centenas de marcas de cosméticos e/ou produtos de higiene que silenciosamente e repetidamente impregnam o nosso organismo de compostos químicos, de substancias sintéticas que discretamente estão na composição de milhares de produtos consumidos à escala mundial e que claramente influenciam negativamente a nossa saúde.

Os riscos mais imediatos são essencialmente ao nível da pele: irritações, alergias, eczema, fotossensibilidade... mas o verdadeiro perigo está nos "outros riscos e efeitos", nos silenciosos, que como não são imediatos são ignorados, tornado-os na armadilha perfeita!

As consequências na saúde pública, lamentavelmente não são inócuas, o efeito "cocktail" destas substâncias no organismo humano é desconhecido e a contínua absorção e acumulação pelos tecidos humanos (estando presentes na nossa urina, sangue do cordão umbilical e leite materno), é já apontada como causa para o alarmante aumento de cancros hormonais, doenças crónicas e alergias, enquanto se observa paralelamente a diminuição dramática da fertilidade, aumento dos problemas comportamentais (autismo, interactividade) e explosão de novas doenças (fibromialgia, hipersensibilidade química).

Ou seja uma verdadeira "epidemia global", responsável por 63% da mortalidade no Mundo (88% Europa) de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), sem mencionar a poluição ambiental generalizada.

Quais os ingredientes químicos a evitar em cosméticos?

Pode ser bastante cansativo andar a olhar para todos os frascos no supermercado ou farmácia, mas a ameaça é real e garanto que a sua pele e corpo agradecem.

  • Alkylphénols / Alquilfenóis

nonylphénol, nonoxynol, octylphénol, O-phénylphénol, propylphénol, amylphénol, heptylphénol, dodécylphénol, méthylphénol (ou crésol), éthylpénol (ou xylénol), 4-tert-octylphenol

Os Alquilfenóis estão vulgarmente presentes em detergentes, cosméticos, produtos de limpeza e numa vasta gama de produtos industriais.

Além dos efeitos graves em ambientes aquáticos, a UE reconhece o risco potencial na fertilidade e saúde do feto. O nonilfenol é também um ingrediente activo em alguns espermicidas. Além disso, os alquilfenóis são desreguladores endócrinos ou seja alteram as hormonas, órgãos reprodutores e estimulas as células cancerígenas responsáveis pelo cancro da mama.

Ingrediente proibido em produtos certificados Bio pela Cosmebio.

  • BHA - E320

Antioxidante e conservante frequentemente usado em alimentos (por exemplo pastilha elástica), embalagens de alimentos e cosméticos. O BHA afecta as hormonas e órgãos reprodutivos em ratos.

  • Dióxido de titânio

dióxido de titânio (nano), óxido de titânio, dióxido de titânio, E171, TiO2, CI77891.

Este aditivo químico em estado de nanopartículas permite clarear e pigmentar. Pode ser encontrada em muitos filtros solares, cosméticos e cremes dentais e doces. Já foi comprovado que em nano escala o TiO2 têm efeitos na saúde ( é potencialmente cancerígeno, provoca inflamação pulmonar, danos cerebrais ...) que não estão ainda totalmente avaliados.

  • Ethers de glycol

fenoxietanol (EGPhE), phénoxytol

Éteres de glicol são solventes usados extensivamente na indústria desde os anos 60, hoje são encontrados em muitos produtos profissionais: tintas, adesivos, tintas, vernizes, mas também em produtos de uso diário: produtos de limpeza, cosméticos e medicamentos. Serve de solvente para outros conservantes (tais como parabenos) e por vezes, perfume.

O Phenoxyethanol é alergénico e pode induzir eczema e urticaria e ainda provocar neurotoxicidade e distúrbios neurológicos à medida que é absorvido pela derme e mesmo pela placenta. Mais recentemente, o Phenoxyethanol é suspeito de ser a causa de vários cancros e distúrbios reprodutivos em humanos.

  • Protectores solares / filtros UV

benzophenone, 2-benzoyl-5-methoxyphenol, 2-hydroxy-4-methoxybenzophenone, (2-hydroxy-4-methoxyphenyl) phenylmethanone, methanone, (2-hydroxy-4-methoxyphenyl) phenyl, (2-hydroxy-4-methoxyphenyl) phenyl-methanone, oxybenzone, oxybenzone 6, methanone, (2hydroxy4methoxyphenyl) phenyl, b3, durascreen, solaquin, benzotriazolyl.


Estes filtros ainda comuns em cosméticos são alergénicos, desreguladores hormonais e afectam permanentemente o meio ambiente. Concentrações extremamente baixas de oxybenzone (partes por bilião) são suficiente para afectar as larvas do coral que não são capazes de se fixar e assumem formas anormais, conforme o estudo de 2015 do Laboratório Ambiental Haereticus. Resultado: o coral branco morre.
"Os corais localizados perto de praias populares são regularmente expostos a doses de produto 12 vezes maior do que o limite nocivo (...) A nível global cerca de  6000 a 14 000 toneladas de protector solar por ano, estão dispersos pelo recife de coral" - acrescenta o pesquisador Craig Downs, que conduziu o estudo.

  • Formaldéhyde

formol, formalin, formic aldehyde, paraform, methanal, methyl aldehyde, methylene oxide, oxymethylene, oxomethane, DMDM hydantoin, diazolidinyl urea, imidazolidinyl urea, methenamine , quarternium-15

Conhecido como formol, quando dissolvido em água, o formaldeído é um composto orgânico volátil (COV). É usado como um conservante antimicrobiano.

O formaldeído é cancerígeno por inalação (por IARC), alérgicos e irritantes (para os olhos que podem queimar e brônquios por inalação), em cosmético pode assumir-se em forma de gás que é inalado em pequenas quantidades (por exemplo quando abre a tampa do cosmético). Foi parcialmente substituído por parabenos, também prejudiciais para a saúde, vulgarmente presentes em vernizes de unhas.

  • Óleos e ceras de silicone

dimethicone , cetyl dimethicone copolyol , phenyl trimethicone , stearyl dimethicone

Estas substâncias totalmente sintéticas, derivadas de silício e contendo átomos de oxigénio, são usados numa grande variedade de produtos. A dimeticona é uma das matérias-primas mais utilizadas em fórmulas para protecção da pele, cabelos e batons. São muitas vezes considerados melhores que os óleos minerais, no entanto são prejudiciais ao meio ambiente e também indirectamente para a nossa saúde. Além disso, em champô tendem a sufocar o couro cabeludo.

Ingrediente proibido em produtos certificados Bio pela Cosmebio.

  • Parabenos

E214 à E219, butylparaben, methylparaben, ethylparaben , propylparaben , pentylparaben , isopropylparaben , isobutylparaben , benzylparaben, phénylparaben, N-propyl p-hydroxybenzoate (E216), P-hydroxybenzoate, N-butyl p-hydroxybenzoate, Ethyl p-hydroxybenzoate, Méthyl p-hydroxybenzoate (E218), parahydroxybenzoate de propyle, parahydroxybenzoate de méthyle.

Os parabenos são usados em muitos cosméticos, alimentos e medicina devido às suas propriedades antibacterianas e antifúngicas. São utilizados para destruir bactérias, bolores (fungos), que frequentemente se desenvolvem na combinação de óleo-água. Originalmente, os parabenos surgiram para substituir outros conservantes, tais como o formol, hoje considerado perigoso.

Podem causar alergias (urticaria, dermatite) e o envelhecimento precoce da pele. Mas o que é mais preocupante, é a sua capacidade para ser absorvido pelo organismo. Vários estudos têm demonstrado que os parabenos interferem com os receptores hormonais e afectam o equilíbrio endócrino. Existe quem defenda a toxicidade de todos os parabenos, no entanto ainda não comprovados.

A 30 de Outubro de 2014, a Comissão Europeia proibiu a venda de cosméticos que contêm os seguintes parabenos: isopropilparabeno, isobutilparabeno, phénylparaben, benzilparabeno e pentylparaben.

Ingrediente proibido em produtos certificados Bio pela Cosmebio.

  • PolyEthylene Glycol / Propilenoglicol

PEG-6 , PEG-8 , PEG-40 , PEG-100 , PEG-150 , PROPYLENE GLYCOL, POLYPRYLENE GLYCOL (PPE), POLYETHYLENE GLYCOL (PEG)

O número que segue a abreviatura indica o peso molecular. Um número menor do que 500 indica uma consistência líquida, superior a 500 pasta ou cera. Esta família de compostos químicos sintéticos são encontrados em muitos produtos cosméticos (incluindo pastas de dentes como a Sensodyn) como tensioactivos, detergentes, emulsionantes, condicionadores ou hidratantes para a pele. Para além de serem extremamente poluentes e de contaminarem o meio ambiente, contêm muitas impurezas tóxicas (óxido de etileno, 1,4-dioxano, os compostos aromáticos policíclicos, metais pesados ...). Por isso nada aconselhados para pessoas com problemas de pele.
Finalmente, estas impurezas são reconhecidas como cancerígenas em vários tipos de cancro, incluindo, mais uma vez, o cancro da mama.

Ingrediente proibido em produtos certificados Bio pela Cosmebio.

  • Phtalates

perfume, fragrância, diisodecylphthalate (DIDP)

Este é um derivado do naftaleno, um hidrocarboneto aromático utilizado nos plásticos e produzidos a partir de alcatrão de carvão ou petróleo. Os ftalatos são utilizados como fragrância em cosméticos e a sua presença é ocultada pelo "perfume" genérico ou termo "fragrância" - ou seja um cocktail de dezenas de produtos químicos não identificados. Estes portanto, não aparecem claramente na lista de ingredientes. Julga-se que os ftalatos não são acumulados pelo organismo, no entanto, exercem através dos seus metabólitos perturbações hormonais, causando danos e malformações nos órgãos reprodutores, obesidade, puberdade precoce, cancro de mamã e testicular.

Alguns ftalatos já são proibidos nos cosméticos: ftalato de butil benzilo, ftalato de éster de dipentilo, ftalato, ácido 1,2-benzeno-dicarboxilico, di-n-pentilo e isopentilo ftalato de di-n-pentilo, ftalato de diisopentyl, bis, ftalato de dibutilo. No que diz respeito ao dietil ftalato (DEP), diferentes avaliações realizadas na UE têm consistentemente considerado como seguros para uso cosmético.

Produtos certificados Cosmebio podem conter ftalatos.

  • Cloreto de alumínio

aluminium, aluminum chlorohydrate

Usado como antitranspirante. É usado sobretudo nos desodorizantes, principalmente os desodorizantes antitranspirantes. Está associado a problemas de irritação da pele, manchas e lesões nos tecidos e apesar de a FDA (Food and Drug Administration) não considerar com sendo carcinogénico, há estudos que relacionam este composto químico com o cancro da mama e problemas de infertilidade.

  • Sodium Lauril Sulphate ou SLS

sodium laureth sulfate , sodium lauryl sulfate , laurylsulfate de sodium , SLS

Os SLS são frequentemente utilizados em muitos produtos de higiene pessoal: sabonetes, champô, detergentes, dentífricos ... Estes agentes são espumantes quimicamente conhecidos como surfactantes (ingrediente activo que dispersa substâncias gordas da água).

O sodium laureth sulfate é um composto potente que tem sido muito utilizado em produtos de limpeza industrial e mecânicos para limpar motores automóveis. De facto, é um detergente eficaz e muito barato para limpar as manchas mais difíceis de tratar, por isso, rapidamente substituiu o sabão. Mas mesmo em laboratório este elemento é muito tóxico e exige elevada protecção da pele quando manipulado. Presente na grande maioria de cosméticos e champô do mercado.

A sua utilização frequente elimina a protecção natural da pele, tornando-a exposta ao exterior. Usado em champô, enfraquece o couro cabeludo, promove a formação de caspa, causa irritação, comichão, cabelo emaranhado e pode mesmo causar a queda de cabelo.
Infelizmente,o sodium laureth sulfate é absorvido pelo corpo e actua como disruptor hormonal, as consequências podem ser graves: SPM e sintomas da menopausa, diminuição de fertilidade masculina, cancros femininos incluindo o cancro da mama.

O uso de sodium lauryl sulfate é especialmente recomendado para crianças, no entanto a sua aplicação tópica pode afectar o desenvolvimento do olho com danos irreversíveis.

Produtos certificados Cosmebio podem conter SLS.

  • Triclosan

Cloxifenolum, Irgasan, Lexol 300, Aquasept, Gamophen, TCL, DP300, éther de diphényle d'hydroxyle 2.4.4 , Trichlorine-2

Triclosan é um produto sintético utilizado há mais de 30 anos como anti-bacteriano, antifúngico, antiviral, anti-incrustação e conservante. Está presente em muitos produtos designado como "antibacteriano" ou "antimicrobiano", contra o acne, em produtos de primeiros socorros, sabonete, creme dentífrico e elixir, loção hidratante, creme de barbear, desodorizante e em toalhitas de limpeza ...

Para além de contaminar o meio ambiente, contribui para o aumento da resistência das bactérias aos antibióticos, o triclosan pode também interromper a função da tiróide. Além disso, degrada-se em compostos tóxicos, cancerígenos, bioacumuláveis e persistente. Também altera a função muscular, particularmente a do músculo do coração. No ser humano, o triclosan é encontrado no sangue, urina e mesmo no leite materno. Estas conclusões alarmantes fizeram com que fosse solicitado ao US Food and Drug Administration (FDA) e à Agência para Protecção Ambiental Americana (EPA) para rever a segurança do produto.

A americana Johnson & Johnson (que comercializa marcas incluindo Roc, Neutrogena, Biafine, Le Petit Marseillais anunciou recemente a eliminação progressiva de triclosan nos seus produtos. A partir de 2011, a Colgate Palmolive removeu-o de todos os seus produtos, com excepção do Colgate Total (destinado a combater a gengivite).

Como conhecer os efeitos indesejáveis de um cosmético?

Desde o final de Agosto de 2006, a Comissão Europeia exige aos produtores industriais de cosméticos que estejam disponíveis para informar o Consumidor (via telefone, por escrito ou via internet) dos possíveis efeitos secundários e indesejáveis dos seus produtos (reacções alérgicas por exemplo), por isso em caso de dúvida não hesite em pedir mais informação a determinada marca.

Pode também fazer escolhas mais conscientes e optar por produtos certificados... e acredite que fazem toda a diferença! E não acredite na história do "mais caros", na verdade existem hoje muitas opções com preços bastante aceitáveis e idênticos ao que habitualmente encontra em super-mercados e grandes superfícies.

Principais certificações da UE:

As marcas certificadas Bio e Orgânicas da BAZAR BAZAR...

Betty,
BAZAR BAZAR - Happy Things, Happy People

Fonte: www.notre-planete.info

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